Nomes Divinos Compostos

CURIOSIDADES DA LÍNGUA HEBRAICA X

 Génesis 1:1  “No Princípio criou Deus os céus e a terra”.

 Os nomes hebraicos, além de con­tribuírem para o recon­hec­i­men­to das pes­soas, geral­mente descrevi­am o carác­ter ou a função do utente. Observe­mos alguns exem­p­los: Adão, que sig­nifi­ca ver­mel­ho,  foi for­ma­do do bar­ro. O vocábu­lo é tam­bém usa­do, cer­ca de quin­hen­tas vezes, para referir-se à humanidade em ger­al. Eva rece­beu este nome por ser a mãe da vida.  Abrão, que sig­nifi­ca pai exal­ta­do, foi alter­ado para Abraão, que sig­nifi­ca pai duma mul­ti­dão (Gn.17.5).

O mes­mo acon­tece com o nome de Deus, o qual vamos con­sid­er­ar em duas ver­tentes. Ele rev­ela-se a si mes­mo dan­do-se a con­hecer pelo seu nome. Jun­ta­mos os vocábu­los hebraicos, os quais se lêem da dire­i­ta para a esquer­da,  a fim de faz­er comparações.

 I.      O nome genérico

Elo­him é títu­lo e aparece logo no iní­cio da Bíblia (Gn. 1.1) e é o plur­al de El, que sig­nifi­ca o Supre­mo Poder. É usa­do para iden­ti­ficar o Cri­ador. A for­ma plur­al está bem cono­ta­da com a Trindade uni­da e com o ver­bo no plur­al em Géne­sis 1.26, “façamos o homem.”

Elo­him hai­im, em Dt. 5.26, é o Deus vivo e temi­do de Israel. Todos os povos o temiam.

El, é usa­do em com­bi­nações como as que se seguem:

El Ely­on, está em Gn. 14.18–20 para iden­ti­ficar o Deus Altís­si­mo de Abrão, a quem Melquisedeque servia.

El rôi, figu­ra em Gn. 16.13 como expressão usa­da por Agar no trata­men­to do Deus que a viu na sua difi­cul­dade: “Tu és o Deus que me viu”. Podemos con­fi­ar que Ele sem­pre está pre­sente e nos vê em nos­sas dificuldades.

El Shad­dai, vemo-lo em Êx. 6.3 para rev­e­lar o Deus dos patri­ar­cas como o Todo-Poderoso. Pois, para Ele não há impos­síveis. Deus pode vencer todas as situ­ações difíceis.

El Olam, em Gn. 21.33, está demon­stran­do o Deus que Abrão ado­ra­va, des­ta maneira: “E plan­tou Abrão um bosque em Berse­ba e invo­cou lá o nome de Yah­weh El Olam;” que sig­nifi­ca: Abrão ado­ra­va a Iavé Deus Eterno.

EmanuEl, lê-se em Is. 7.14, com repetição em Mateus 1.23, cujo sig­nifi­ca­do é Deus connosco. A pre­sença de Jesus, como Fil­ho de Deus, quer diz­er “connosco está Deus.” E Ele prom­e­teu estar connosco até à con­sumação dos sécu­los (Mt. 28.20).

 II.   O nome pessoal

O nome pes­soal é usa­do para serem recon­heci­das e chamadas indi­vid­ual­mente as pes­soas. Entre os pagãos os nomes dos seus deuses eram usa­dos como amule­to. Isto é, quem con­hecia o nome de qual­quer deus e o invo­ca­va fica­va com dire­ito a rece­ber o seu pedi­do. Este era o poder do nome. Temos um exem­p­lo no caso de Elias desafian­do os pro­fe­tas de Baal. “Invo­cai o nome do vos­so deus, e eu invo­carei o nome de Iavé, e há-de ser que o deus que respon­der com fogo esse será Deus.” Então caiu fogo de Iavé e con­sum­iu o holo­caus­to (1 Rs 18.24–38).

Deus rev­el­ou o Seu nome a Moisés, quan­do este esta­va no monte Horebe. Deus convidara‑o para lib­er­tar o Seu povo do Egip­to; porém, Moisés quis saber que nome usaria per­ante os chefes de Israel, e o Sen­hor respon­deu-lhe: “Êhyâ ash­er Êhyâ” (Eu Sou O Que Sou) Eu Sou a essên­cia da vida. Assim dirás aos fil­hos de Israel: Eu Sou Êhyâ’ me envi­ou a vós… este é o meu nome eter­na­mente” (Êx. 3.14,15). É úni­co, não há outro.

Con­forme o man­da­men­to em Êx. 20.7, o nome do Deus de Israel não deve ser usa­do em vão. Por este moti­vo os israeli­tas  pas­saram a usar ‘Adon­ai’ ‘meu Sen­hor’ nos seus rela­ciona­men­tos com Deus. E foi aque­las vogais que os mas­sore­tas usaram para vocalizar o nome de Deus, (a,o,a). Assim, dev­e­ria ler-se Iawa. Con­tu­do, o rabi­no inglês Isidore Epstein acon­sel­ha a não vocalizar este nome. Em Isaías 10.33 aparece um trata­men­to assim: “Adon Yah­weh tsavaoth” isto é, Sen­hor Yah­weh dos Exércitos.

Jahveh, ou Jeho­vah,  (Javé, ou Jeo­va) parece ter origem no grau incom­ple­to do ver­bo ser e sig­nifi­ca o Eter­no, a essên­cia da vida. Aque­le que era, é, e con­tin­uará a ser, sem­pre o mes­mo. A for­ma hebraica Jahveh é prefer­ív­el, se tiver­mos em con­sid­er­ação o vocábu­lo ‘Aleluiah’ que sig­nifi­ca ‘lou­vai a Jah’. Vamos com­parar uma for­ma anti­ga do ver­bo ser que é (awá); acres­cen­tan­do-lhe iud resul­ta em (Jahveh). Este nome é usa­do jun­to a sub­stan­tivos e for­mas ver­bais para des­ig­nar a função e a acção de Deus jun­to do seu povo. Não são, por isso, mais nomes, mas é sem­pre o mes­mo nome acom­pan­hado por aqui­lo que Deus é para o povo que nele confia.

Jahveh Jiré, é Aque­le que tem pro­visão tan­to nas horas fáceis como nas difí­ceis, à semel­hança da exper­iên­cia de Abraão; fal­tan­do o cordeiro para o holo­caus­to, Abraão respon­deu ao fil­ho: ‘Elo­him jiré’ Deus proverá para si o cordeiro (Gn. 22.8). E após a exper­iên­cia, Abraão chamou o nome daque­le lugar Iavé Iré, que está traduzi­do o “Sen­hor proverá” (Gn. 22.14). Como obser­va­mos, um ver­bo no futuro, expres­san­do a acção de Deus, segue o nome pes­soal do Sen­hor. Os out­ros exem­p­los são semelhantes.

Jahveh rofe­ca, é  tam­bém o nome segui­do por uma for­ma do ver­bo curar e o pronome ‘te’ quan­do o Sen­hor prom­e­teu ser “o Sen­hor que te cura” (Êx. 15.26). Esta acção de Deus é per­ma­nente em nós por inter­mé­dio da fé.

Jahveh nis­si, é o mes­mo nome segui­do pelo sub­stan­ti­vo ‘ban­deira’, e pelo sufixo pronom­i­nal “min­ha” em vir­tude da vitória do exérci­to de Josué sobre Amaleque. Não foi o estandarte do exérci­to que lhes deu a vitória, mas sim o Sen­hor dos exérci­tos. Em memória Moisés levan­tou ali um altar, onde adorou, e o chamou por aque­le nome (Êx. 17.8–15).

Yahveh shalom, é o nome do altar que Gideão edi­fi­cou para mem­o­rizar a sua comis­são para lib­er­ta­dor de Israel. Aqui temos o nome de Deus segui­do pelo sub­stan­ti­vo adjec­ti­va­do “paz” Iavé é paz (Jz. 6.24).

Jahveh rohi, é a expressão que aparece no Salmo 23.1 para David can­tar que “o Sen­hor é o meu pas­tor.” Nós tam­bém podemos can­tar “o Sen­hor é o meu pas­tor, nada me fal­tará.” O bom pas­tor tem pro­visão para o seu rebanho.

Yahveh Ely­on, é como o salmista chama a Deus no seu cân­ti­co do Salmo 97.9: “Pois Tu, Sen­hor és Altís­si­mo em toda a ter­ra; muito mais ele­va­do que todos os deuses.”

Jahveh tsid­kenu, é o nome que foi dado ao ren­o­vo jus­to de David, “Iaué  é a nos­sa justiça.” Esse ren­o­vo que bro­tou de David é o nos­so Sen­hor Jesus Cristo que nos jus­ti­fi­cou de todo o peca­do ( Jr. 23.5,6; 1 Co. 6.11).

Jahveh shammah, que sig­nifi­ca “Jeová está ali” é o nome da nova Jerusalém de Israel, que lhe foi dado em vir­tude de Deus estar ali, no meio deles (Ez. 48.35).

Jahveh tse­vaoth, é traduzi­do Sen­hor dos exérci­tos; Em 1 Cr. 17.24 lê-se que “o Sen­hor dos Exérci­tos é o Deus de Israel.” E em Isaías 47.4 lemos que “o nome do nos­so reden­tor é o Sen­hor dos exérci­tos, o san­to de Israel.” Estes exérci­tos podem ser tan­to os seus anjos como o exérci­to de Israel.

Adon­ai Jahveh, é a expressão de trata­men­to respeitáv­el apli­ca­da ao sober­a­no Deus que sig­nifi­ca “meu Sen­hor Yahveh” e assim tra­tou Gideão o anjo que acabara de ver (Jz. 6.22). Muitos mais exem­p­los have­ria, mas ficamo-nos pelos con­sid­er­a­dos principais.

 Jahveh Elo­him, é a expressão que aparece sem­pre na Bíblia para diz­er que só o “Sen­hor é Deus.” Eis um exem­p­lo em 1 Reis 18.36–39, quan­do Elias lhe pede que se man­i­feste como o úni­co Deus. Após cair fogo do céu para con­sumir o holo­caus­to todo o povo exclam­ou: “Jahveh Elo­him, Jahveh Elo­him;” E em Zacarias 13.9: “O Sen­hor é meu Deus” (Jahveh Elo­hi). O Dicionário Hebraico de Strongs translit­era o nome por Jehovah.

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